CNJ apura nomeação de Eduardo Tagliaferro como perito em processo na Vara Cível de Astorga

CNJ apura nomeação de ex-assessor de Alexandre de Moraes em processo de Astorga

Por Redação Giro Regional PR

ASTORGA, PR — A nomeação de Eduardo Tagliaferro em Astorga para atuar como perito em uma ação cível passou a ser alvo de apuração da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ).

A decisão foi determinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques. Segundo nota divulgada pela Corregedoria Nacional de Justiça na quinta-feira (11), a magistrada responsável pela indicação e a Corregedoria-Geral da Justiça do Paraná foram intimadas a prestar esclarecimentos no prazo de cinco dias.

De acordo com o CNJ, a medida foi adotada após o órgão tomar conhecimento da designação de Tagliaferro para atuar no processo.

A própria juíza responsável pelo caso revogou a nomeação no mesmo dia em que o procedimento foi instaurado.

Ex-assessor do TSE

Eduardo Tagliaferro ficou conhecido nacionalmente por atuar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação durante a gestão do ministro Alexandre de Moraes na presidência da Corte.

Ele deixou o cargo em 2023 após ser preso em flagrante em um caso de violência doméstica. Posteriormente, passou a responder a investigações e procedimentos judiciais em diferentes esferas.

Segundo informações já divulgadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Tagliaferro é réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as acusações apresentadas estão violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Também existem investigações em âmbito estadual relacionadas à suposta participação em fraude envolvendo heranças.

Nomeação ocorreu em ação contra banco

Conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles, Tagliaferro havia sido designado para atuar como perito em um processo que discute a autenticidade de uma contratação bancária.

Após a repercussão do caso, a nomeação foi revogada pela magistrada responsável antes do início da atuação pericial.

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