Por Redação Giro Regional PR
A decisão sobre o julgamento de Moraes e Mendonça foi adiada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). A sessão terminou sem um consenso após o ministro Flávio Dino solicitar vista do processo. Com a medida, o magistrado ganha o prazo regimental de até 90 dias para devolver a matéria para a avaliação do plenário.
O impasse central envolve a escolha do rito processual adequado para conduzir as investigações. Inicialmente, o presidente do STF, Edson Fachin, pautou apenas as suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. No entanto, magistrados próximos a ele defenderam a análise conjunta com as supostas irregularidades atribuídas a André Mendonça.
Durante a sessão, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem para unificar as pautas da Corte. A discussão gerou um desentendimento aberto entre Mendes e Mendonça, o que motivou a interrupção dos trabalhos. Até o pedido de vista de Flávio Dino, o placar parcial apontava quatro votos a três a favor de unificar o julgamento de Moraes e Mendonça.
As acusações cruzadas ganharam força nos bastidores nas últimas semanas. Moraes aponta que Mendonça agiu de forma parcial na condução das investigações do caso Master. A Procuradoria-Geral da República (PGR) reforça a tese ao indicar que o antigo relator aprofundou a apuração ilegalmente, uma vez que precisaria de autorização prévia dos demais ministros.
O caso de Moraes veio a público em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal e o encaminhou a Fachin. O documento aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria trocado mensagens com um número atribuído a Moraes. O andamento do julgamento de Moraes e Mendonça depende agora da conclusão da análise de Flávio Dino.
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